terça-feira, maio 08, 2012

O tempo.


A noite, entre as estrelas, uma luz no meio do Universo… A lua, tão singela, desempenhando o seu papel perfeitamente…  E eu, com uma xícara de chá, contemplando aquilo que Deus me presenteou, a imagem  mais bela, me vem um pensamento…
Refleti hoje sobre o tempo, na correria do dia-dia, na pressa que as pessoas tem, pressa que nos tira o olhar do presente, do  momento, e faz com que percamos a beleza de transcender o momento em que vivemos. Camon nos disse uma frase que ficou marcada em minha memória... O tempo não passa quem passa somos nós!

É, as estações estão aí, o Universo esta pronto para nós, o inverno chega e com elas as plantas de sua estação... E cada estação marcando a nossa vida com o seu jeito. As gerações estão chegando e tomando os lugares daqueles que passam pela vida depressa.  Passam pela vida sem o olhar atento, contemplando o seu momento real. Viver é muito mais do que ver as estações mudarem, viver é estar no mundo, no aqui, no agora, e ser aquilo que você pode ser.
Não quero minha vida depressa. Eu quero andar devagar... O que eu posso usar do inverno? Qual é a lição que eles nos passa?
Minha sensação de agora é que estou correndo sem parar, e meu fôlego esta acabando. E veja só, sou uma jovem morena de 22 anos, cheia de vida, sem contemplá-la!
É preciso parar, respirar e olhar!
Deixamos passar momentos de grande aprendizado para pensar no que poderia acontecer amanha, ou depois e depois... Perdemos tempo sofrendo por algo que não chegou e um desespero de ter tudo controlado, de querer saber tudo e agarrar tudo.
Não quero passar rápido pelo tempo de viver. Eu quero amar o Universo e usar tudo àquilo que ele me oferece.  E hoje, o tempo, me ensinou a ter calma... Me ensinou a parar e esperar secar as folhas e esperá-las florescer no momento certo para que o verão chegue, e logo depois volte tudo novamente no tempo certo...

O sono quase que incontrolável pego minha xicara, e sinto o gosto do chá... Sinto meu coração bater e minha respiração tentando se acalmar, percorrendo todo o meu corpo e tirando tudo de ruim que há do meu dia para fora de mim... Sinto meu corpo cansado de tanto correr sem saber o destino, mas querendo encontrar algo...
Encontrar algo que já esta encontrada... A minha potencialidade de estar no mundo. Eu existo e eu posso usar muitas coisas a meu favor.
Ao ficar em silencio, uma lagrima caiu... Parar por um instante me fez refletir no quanto eu sou capaz.
Aprender a ter calma. Aprender a apreciar o tempo e suas estações. Quero sim deixar a minha marca para que as futuras gerações cheguem e tomem o meu lugar, fazendo um pouco do que eu ensinei e ensinando o que eles tem para passar.
O tempo, e o chá... Ensinaram-me a não ter pressa e sentir o gosto quente que tem a vida. Deixo agora o tempo no lugar certo, para que eu possa passar...

Beijos na alma de quem lê, e que a alma transcenda não em minhas palavras... Mas no palpitar de seu coração e entenda que, tudo vale à pena, até a lagrima, a dor, o riso contido de quem descobre que a vida é linda de viver, apesar de.
Em paz. 

domingo, maio 06, 2012


Sentir. 


 Viver em todos os vão momentos. Sinto uma vontade quase que indescritível de sentir, de amar, de poder chorar uma emoção que eu sei que é minha, que faz parte não só do momento, mas sim do que me constitui... Aprender a sentir é aprender a vivenciar o aqui-agora... Quanto mais se sente aquilo que quer fazer parte de você, mais tomara consciência de que você É e de que esta no mundo! Isso sou eu, neste momento!
Nunca pensei que se eu me permitir a dor, a dor passa! Se eu sorrir, o sorriso permanece...
É lindo se perceber no mundo, saber que você tem um lugar que é só seu e que tudo tem certa magia, uma ligação forte do Universo. Sinto-me o próprio Universo pelo simples fato de respeitar a minha dor e meu momento de silêncio, momento clamado pela minha alma.


A música que mais define o que minha alma quer dizer, sem encontrar minhas próprias palavras é de Nando Reis (não sei se a composição é dele, mas conheci através de sua linda voz e interpretação sublime): Eu não quero mais mentir, usar espinhos que só causam dor. Eu não enxergo mais o inferno que me atraiu, dos cegos do castelo me despeço e vou a pé até encontrar um caminho, o lugar; pro que eu sou.


Eu despeço do que me prende, despeço do inferno que me sugava, me sufocava e aí, meu voou começou a decolar...



A minha viagem é ir para onde eu quiser. Sentir o que minha alma sente, sem desvincular do meu corpo, e entender que sou o meu caminho, é o lugar que estou...

Hoje posso dizer que sinto... Sim, eu sinto muito! 


Vou ficar no silêncio para poder escutar o meu coração que, neste momento, esta me pedindo sossego...




Um chá... Um silêncio... Uma paz...